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Responsabilidade Social
 

Podemos dizer que os primeiros anos deste milênio estão cheios de novidades: o mundo não é mais dividido em capitalismo x socialismo: estamos globalizados; a INTERNET é um mecanismo extremamente facilitador de contato (embora alguns discordem), e algumas questões são mais discutidas do que outras. Temos ouvido muito sobre um assunto –que, apesar de não ser novidade, tem se difundindo pelo mundo e ganhou atenção especial nos últimos tempos. Estamos falando da Responsabilidade Social.


Com programas do governo atual como o Fome Zero e Começar de Novo, entre outros, as pessoas podem prestar atenção numa situação (talvez) antes desconhecida e entrar em contato com uma realidade difícil: a da desigualdade social. Infelizmente, sabemos que o Brasil é um dos países com o maior índice de desigualdade social e que portanto, precisa de ajuda dos diversos setores da sociedade. Mas, antes de qualquer ação ou de qualquer ato ser realizado, é preciso que a população se conscientize dos problemas, tanto individuais quanto gerais. A importância da conscientização está no seguinte: a partir do conhecimento da necessidade do outro, as pessoas podem desenvolver seu senso de responsabilidade e então, agir.


Até aqui, dissemos que algumas ações governamentais e empresarias são desenvolvidas socialmente. Mas como podemos aplicar estas propostas de responsabilidade social dentro da escola? Em primeiro lugar, é muito importante falar do papel que esta desempenha na vida dos alunos. Todos sabemos que é na escola onde a maioria de nós aprende a ler e a escrever; a fazer contas de somar e dividir, a conhecer os países... Além disso, é dela que a criança e o adolescente recebem boa parte das informações que formarão seus valores – já que um aluno passa períodos inteiros do seu dia dentro dela e por vários anos. A escola, assim como a família, participa ativamente no processo de aprendizagem infantil. Sendo assim, a escola desempenha um papel fundamental na construção das novas dimensões da nossa sociedade. Até aqui, portanto, podemos dizer que o papel da escola consiste na construção intelectual e moral de seus alunos. Serrano (2002), citando Durkheim, diz que o meio social tem grande influência na formação da moral, e portanto, é preciso repensar nossos valores e o processo educacional.


Sabemos, então, que a educação não se limita apenas às matérias "básicas", como matemática e geografia. Atualmente, a educação se expande para além da aquisição de informação. São tantos cursos extracurriculares que algumas escolas oferecem que podemos pensar também numa forma de inserir atividades que incitem tanto o autoconhecimento quanto o papel social. O aluno, sua família e a própria escola, precisam estar conscientes do papel que têm na sociedade atual.
O importante, dentro da ação social, é perceber o quanto uma atitude influencia nosso meio. A responsabilidade social, que já é discutida amplamente dentro de empresas, está cada vez mais sendo difundida na sociedade atual. Além disso, algumas multinacionais possuem trabalhos de incentivo aos funcionários para que sejam voluntários em diversos tipos de instituições assistenciais. Sendo assim, a proposta de conscientização e atuação pode ser levada para dentro das escolas.
A escola é o ambiente ideal para trabalharmos com o desenvolvimento da responsabilidade social, pois tem acesso direto à formação desse cidadão consciente. O jovem de escolas particulares pode – e deve - tomar conhecimento dos problemas de sua sociedade e, principalmente, ser um agente de mudanças dessa realidade.
As novas propostas de atuação nesse segmento são baseadas não apenas no assistencialismo, mas em solidariedade, cidadania e desejos de transformações. Através de temas como: diferenças entre as pessoas, cooperação e respeito, as crianças e os adolescentes vivenciam situações que promovem reflexões em relação à sua responsabilidade social. É necessário incentivar as pessoas, a buscarem novos caminhos e soluções positivas para o país, para que tenhamos uma sociedade mais digna e justa (ao menos futuramente).
Precisamos então de um agente dentro da escola, que possa desenvolver estes temas. Encontramos aí o psicólogo, cujo papel é o de esclarecer, de fazer com que as dificuldades sejam vistas para serem superadas. O psicólogo é aquele que pode oferecer meios para a conscientização do aluno sobre a importância de seu papel de cidadão e assim, conscientizá-lo da necessidade do respeito e da colaboração.
Dentro da escola, o psicólogo vai contribuir para que não só os alunos, mas todos dentro do universo escolar percebam a importância de suas ações para com o outro. É aí que a responsabilidade social começa a ser exercida.
Talvez a pergunta sobre o por que de um psicólogo, e não um professor ou até mesmo um pedagogo surja. A especialidade do psicólogo é lidar com as relações, sejam elas entre pessoas ou das pessoas com "as coisas". O olhar da psicologia tem uma postura de integração, mas sem deixar de lado as peculiaridades pessoais, ou seja, as diferenças de cada um. E já que a ação social nasce da observação das diferenças, ninguém mais adequado.
A responsabilidade social pode ser um tema "da moda", mas precisamos fazer com que esta tendência se solidifique e para isso precisamos trabalhar com nossos jovens, que como dito anteriormente, precisam ser incentivados a buscarem novos caminhos e soluções positivas para o país, para que as diferenças sociais diminuam e tenhamos uma sociedade mais digna e justa.

 

   
 

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